Itaquá abre programação do Setembro Amarelo com ações de acolhimento e prevenção nas unidades de saúde
Falar sobre saúde mental também é uma forma de cuidar. É com esse propósito que a Prefeitura de Itaquaquecetuba inicia, nesta sexta-feira (4), a programação do Setembro Amarelo, campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida.
Durante todo o mês, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) do município receberão atividades que vão muito além da transmissão de informações. A proposta é criar espaços de escuta, diálogo e acolhimento, ajudando a população a reconhecer sinais de sofrimento emocional e a compreender quando e onde buscar ajuda.
A programação é coordenada pela Secretaria de Saúde e começa às 14h desta sexta-feira, na UBS Tropical, localizada na rua Quinta do Sol, s/n. Com o tema “Você não está sozinho”, a atividade será realizada em grupo e contará com roda de conversa, espaço de acolhimento e orientações sobre sinais de alerta relacionados ao sofrimento psíquico.
Ao longo do mês, a campanha percorrerá diferentes regiões da cidade. A intenção é aproximar a discussão sobre saúde mental do cotidiano da população e mostrar que a prevenção pode começar em atitudes simples, como saber ouvir, observar mudanças de comportamento e oferecer apoio a quem demonstra estar passando por um momento difícil.
No dia 11, às 11h, a UBS Jardim do Carmo (rua Jaú, 26) recebe uma atividade dedicada ao tema. Já no dia 15, às 8h30, será a vez da UBS Marengo (avenida Gonçalves Dias, 651), que promoverá uma palestra com orientações sobre prevenção e cuidados com a saúde mental.
No dia 18, a UBS CAIC (rua Santa Catarina, 382) realizará um grupo em sala de espera. A atividade abordará a prevenção e apresentará informações sobre o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento pelo número 188.
A programação continua no dia 21, quando a UBS Centro (rua João Vagnotti, 221) promove uma atividade de orientação. No mesmo dia, às 11h, a unidade de Caiuby (estrada dos Índios, 1.125) terá palestras na sala de espera sobre a importância da prevenção.
No Caiuby, a programação também contará com um momento de reflexão relacionado à fita métrica, recurso utilizado durante a campanha como forma simbólica de estimular a percepção sobre a evolução das emoções e dos sentimentos ao longo do tempo.
Nos últimos dias do mês, as ações ganham ainda mais força. No dia 23, às 8h, a UBS Monte Belo (rua Arujá, 25) realiza uma palestra educativa. No dia 24, às 9h, a programação chega à USF Jardim América (estrada Pedro da Cunha Albuquerque Lopes, 2.500), também com palestra sobre saúde mental e prevenção.
No dia 24, às 11h, a UBS Jardim Odete (rua Visconde de Taunay, 270) promove uma atividade voltada à saúde mental na comunidade. O encontro abordará como reconhecer sinais de sofrimento psíquico e quais caminhos podem ser buscados para encontrar ajuda.
Já no dia 29, a programação será concentrada às 11h na UBS Recanto Mônica (rua Mombuca, 176) com uma palestra sobre sinais de alerta e mudanças de comportamento, incluindo situações como isolamento social e orientações sobre como agir diante desses sinais.
Na mesma data, a USF Josely (rua Floresta, 43) terá uma atividade sobre prevenção ao suicídio. Também no dia 29, às 9h, a USF Pequeno Coração (rua Vasco da Gama, s/n) promoverá uma atividade sobre prevenção ao suicídio e sobre as violências física e mental contra as mulheres.
Para a Secretaria de Saúde, a campanha representa uma oportunidade de ampliar o diálogo sobre um assunto que, muitas vezes, ainda é cercado por silêncio e dificuldade de abordagem. “Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física. Por isso, Itaquá valoriza o acolhimento, amplia o acesso à informação e abraça quem precisa de apoio, fortalecendo a rede de cuidado e prevenção”, afirmou o secretário de Saúde e Assistência Social, Gabriel Rocha.
O prefeito Eduardo Boigues destacou que a identificação precoce de sinais de sofrimento e a oferta de apoio são fundamentais para fortalecer a prevenção. “Precisamos estar prontos para identificar sinais de sofrimento, entender cada situação e oferecer o suporte necessário. A prevenção começa com escuta e acolhimento. O nosso papel é fortalecer essa rede para que as pessoas saibam que não estão sozinhas.”